Existe uma enorme diferença entre estar presente e estar conectado! Crianças exigem conexão! Não basta estar presente! Quando estamos conectados, temos a capacidade de “adivinhar”o que a criança precisa e até o que ela está sentindo! Não é o paraíso que sonhamos? Alguém que adivinhe antes de nós o que precisamos? Um sonho!! Essa é uma necessidade legítima que precisa ser atendida nos primeiros anos. Não basta optarmos ficar em casa para cuidar dos filhos se emocionalmente não conseguimos nos conectar com suas necessidades. O belo discurso torna-se uma hipocrisia. Estar em casa 24 horas por dia com uma criança não diz que vc permaneceu vinculado a ela, ou atenta ao seus pedidos, de olhar, de permanência, toque, acolhimento, amparo! Não é incomum ouvirmos histórias de abandono presente. É evidente que atender uma criança por longos períodos e isolada socialmente é extenuante. O cenário tampouco justifica nossa ausência! Esse é um aspecto central para uma recém mãe, encontrar o equilíbrio e a harmonia entre a presença e a conexão e se sentir capaz e disposta a isso! Não aprendemos nem a nos conectarmos com nós mesmas. Ouvirmos nossas necessidades. Acolhermos nossos sentimentos. Aprendemos a nos entreter para não sentir o desconforto e a vida segue até sermos mães! Nesse momento a fuga traz consequências não só para nós mesmas. Ok termos nossas limitações, mas não são elas que definem a quantidade de mãe que a criança precisa, mas sim a quantidade de mãe conseguirmos ser. Acolher a falta de mãe que somos para nossos filhos é um caminho de tomada de consciência e verdade. E as crianças têm direito a verdade! Qual é a sua verdade?
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