Seus amendoados olhos vertiam singelos e brilhantes cristais! Depois de ter tido negado seu genuíno pedido, sua forma de expressar o desamparo ficou visível a todos. Eu permaneci insensível! A raiva aquecendo a minha razão só crescia a convicção de estar certa em aniquilar aquele desejo pulsante! Com essa pequena distância que me foi possível, vertem de mim as suas lágrimas, não como cristal, pois as minhas são para lavar a mágoa por mais uma vez não ter te envolvido em meus braços acolhendo a tua sensibilidade e vontade!
Aprendi a ser insensível comigo mesma sobre a vida que pulsa da vontade. Me graduei em contar histórias para justificar e ser sensata a razão das coisas, a lógica linear e ter controle. Eu sinto muito!
Vou guardar esses cristais em minha memória para que eles iluminem a minha sensibilidade diante da tua vontade com a esperança de guardar suas lágrimas sempre límpidas!
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