Observar e Não Intervir: O Valor do ‘Caos’ na Brincadeira Infantil
Parentalidade 26 de dezembro de 2020 2 min de leitura

Observar e Não Intervir: O Valor do ‘Caos’ na Brincadeira Infantil

Você consegue enxergar o que acontece enquanto as crianças brincam?
Perceber, se deixar transportar, imaginar como estão vivendo a experiência?
Nós temos um ranço de antecipar nossa interação com as crianças com a intenção de protegê-las de perigos, educá-las e instruí-las.
Isso nos cansa, nos deixa ansiosos e desconectados. Atentos a opiniões, ideias e métodos.
Perdemos nossa espontaneidade e corremos o risco de fazê-los perder igualmente a sua, tentando caber no nosso script.
Quando o caos surge por aqui, eu aceito. Paro e tento observar o que está acontecendo, da perspectiva deles.
Não tento combater o caos, espero o tempo que ele precisa para permitir que a ordem retorne.
O que eu achava que estava me atrapalhando, era uma brincadeira divertidíssima de se ver de uma outra forma na panela onde eu seriamente cozinhava o jantar.
Lembrei que brincava assim também, olhando minha imagem no reflexo da porta do fusca. Era um portal mágico que rendia muitas risadas com minha prima. Diversão gratuita e disponível se permitida. Nosso maior risco nestas situações é perder estes instantes mágicos, pois são eles nosso alimento para tempos desafiadores. A relação com filhos pode nos nutrir de diversão, leveza, imaginação. Experiências que muitas vezes em nossa infância foram reprimidas.
E experimentar no lugar da intervenção a aceitação [e muito mais elevado para nossa experiência humana.

Luciana Lima

Psicóloga • Especialista em Parentalidade

Psicóloga dedicada a ajudar famílias a construírem vínculos mais saudáveis e uma parentalidade mais consciente, acolhedora e prazerosa.