A Sacralidade do Nascimento e o Poder Parental
Parentalidade 30 de março de 2021 2 min de leitura

A Sacralidade do Nascimento e o Poder Parental

Para mim era inadmissível a possibilidade de afastarem meu bebê de mim, não concebia nem tocarem naquele corpo. Tudo me era tão sagrado, tão transcendental.
Só eu havia esperado e nutrido em meu ventre aquele ser, sabia que nenhuma pessoa, por maior empatia que tivesse, seria capaz de valorizar aquele evento.
Através desta constatação me tornei a pessoa que luta para que cada um deles seja respeitado em sua potência, não permito que nada atrapalhe seus destinos, nem eu mesma.
Esse fato, que se repetiu por cinco vezes, ilustra um valor primordial da minha existência e da minha forma de trabalhar. Os pais são as maiores autoridades diante de seus filhos e devem assumir com responsabilidade essa missão. Quanto mais conscientes da importância desse lugar, mais blindados ficam os filhos.
Somando o tempo de trabalho de parto de cada filho temos um resultado de 42 horas. Não há um dia da minha vida que me recorde da dor, mas ao contrário não há dia que não celebre a oportunidade de tê-los mantido apenas em meus braços nos primeiros dias.
Todos os pais, mães e bebês deveriam ter esse direito preservado. O direito do vínculo, o tempo de se conhecerem e iniciarem sua vida juntos sem interferência e sentindo-se capazes.
Nossa ciência, técnica e recursos, devem estar a serviço de oferecer qualidade a esse momento crucial para toda a humanidade. Devem ser usados com inteligência e sem ego. Porque o nascimento define nosso futuro enquanto humanidade.
Eu não consigo submeter nem a mim, nem os meus filhos a um modos operandi que não traz felicidade a ninguém, mantém um conforto de não se confrontar e acomodar-se diante do medo.
Eu sempre vou lutar pelo que me importa e você, luta pelos seus valores ou prefere seguir no movimento da inércia que não te cansa e tambem não te leva a lugar algum?

Luciana Lima

Psicóloga • Especialista em Parentalidade

Psicóloga dedicada a ajudar famílias a construírem vínculos mais saudáveis e uma parentalidade mais consciente, acolhedora e prazerosa.