Amamentação na França: Desafios e Culturas da Maternidade
Amamentação 17 de junho de 2019 2 min de leitura

Amamentação na França: Desafios e Culturas da Maternidade

#repost @karin.ballay
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🌹UM POUCO DA MINHA EXPERIÊNCIA COMO MÃE BRASILEIRA CRIANDO OS MEUS FILHOS NA FRANÇA DOS ANOS 2000 – por @lucianassslima 🌹“Minha querida amiga Karin Ballay, publicou uma série de posts sobre a “evolução” da amamentação na França e pediu que eu compartilhasse minha experiência em amamentar neste país nos anos 2000, época em que dois dos meus filhos nasceram! A primeira coisa esquisita que senti foi por ser uma mãe tão jovem, na época eu tinha 24 anos e a maternidade para as mulheres parisienses acontece uns 10 anos mais tarde. Nossas escolhas foram diferentes e sempre foram vistas como estrangeiras tanto lá como aqui no Brasil. Por termos optado por um parto domiciliar planejado, os franceses achavam que era cultura brasileira e vice-versa. E com a amamentação foi igual. A maioria das mulheres francesas ainda naquela época amamentava até os três meses de vida do bebê. Tempo que dura a licença maternidade. Havia pouco apoio nas maternidades, mas já haviam grupos de apoio como os da La Leche League, foi nesse ambiente de grupo que pude me fortalecer sobre as escolhas que faziam mais sentido para mim e para meu bebê! Percebi a importância desse tipo de apoio! Eu tive muitas dificuldades no início da amamentação, empedramento, fissuras muito desconforto, mas graças ao suporte da minha sage-femme consegui superá-los! Eu descobri que não sabia nada sobre amamentação. Parece algo tão natural, mas era totalmente desconhecido. Não tinha lembranças de mulheres amamentando e tampouco via essas cenas em público [em Paris]. Percebi que a amamentação era um tabu. Constrangia as pessoas assistirem a mim ou outra mulher amamentando. Amamentação em público não foi fácil, mas depois descobri que não era uma reserva apenas francesa. Os brasileiros também se constrangem. O seio é desejável! É isso constrange. A privação que sofremos deste contato afetivo se transforma em uma necessidade sexual. O seio se tornou sexual, coisa que não é na natureza e nas civilizações que a amamentação a livre demanda é permitida! Espero sinceramente que as francesas assim como as brasileiras resinifiquem esse momento tão essencial da vida do bebê e da mulher! Pelo bem da hum

Luciana Lima

Psicóloga • Especialista em Parentalidade

Psicóloga dedicada a ajudar famílias a construírem vínculos mais saudáveis e uma parentalidade mais consciente, acolhedora e prazerosa.