Podemos acreditar que os pais não participam da amamentação?
Talvez do aleitamento em si eles não tenham uma importância relevante, porém todo suporte necessário para garantir que a amamentação possa acontecer é sim impactado pelas atitudes que o pai tem depois no nascimento, seja com sua mulher, seja com seu bebê.
Solidão, crítica, sentir-se a única responsável pelo bem-estar do bebê, ficar privada de satisfazer necessidades fundamentais, comentários, pitacos, estresse, monotonia. Todos esses são fatores que interferem tanto na produção de leite, quanto nas condições emocionais para que a mãe consiga manter a amamentação.
São raros os casos onde os pais conseguem permanecer com essas atitudes durante longo período, pois as cobranças da vida externa continuam acontecendo. O homem, assim como a mulher, também fica sobrecarregado no período pós parto e já ouvi muitos relatos de homens que sente-se impotentes e invisíveis neste processo.
Ao mesmo tempo que querem participar, são cobrados a continuar a vida de antes. Infelizmente o impacto que a ausência do pai representa nos primeiro meses de vida da criança fica longe das estatísticas, mas conta nos dados de adoecimento mental materno. É necessário falar sobre isso para podermos criar uma realidade mais satisfatória e saudável para as famílias começarem.
Marca aqui os pais que gostariam de ter ficado mais tempo de licença paternidade, apoiando sua companheiras e curtindo sua cria.
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