Abrimos o Espaço AOBÄ com a missão clara de acompanhar mães e pais de perto. E olhando para trás, é impressionante ver quanta coisa nós fizemos em tão pouco tempo!
Depois daqueles anos iniciais de pura imersão na primeiríssima infância, a vida foi se encarregando de nos levar por novos caminhos. Conhecemos de perto as engrenagens da escolarização e, mais tarde, vivemos um período em que decidimos nos isolar um pouco da sociedade, movidos pela vontade genuína de comer aquilo que nós mesmos plantávamos no quintal.
Nessa busca constante por coerência e consciência, desbravamos tantos outros assuntos fundamentais: a constelação sistêmica, a programação neurolinguística (PNL), a antroposofia, a homeopatia, os desafios da adolescência, a sexualidade e as infinitas camadas do respeito mútuo.
Hoje, com mais três filhos na nossa história — cada um habitando uma fase completamente diferente do desenvolvimento —, o nosso propósito continua mais firme do que nunca. Ele está mais maduro, assentado pelo tempo e cercado por gente que está engajada de verdade com a transformação.
A AOBÄ é exatamente isso: esse movimento sutil e potente de envolver com afeto, de acolher e de suportar as dores e as delícias da parentalidade. Embora hoje não operemos em um espaço físico próprio, nós estendemos os nossos braços colaborando ativamente com projetos transformadores nos quais acreditamos profundamente — como o coletivo de parto Luz de Candeeiro, a Placentar e a Casa Rudá. Continuamos compartilhando as nossas reflexões diárias, que sempre terão o mesmo objetivo: envolver as famílias nesse nosso propósito de tomada de consciência para a construção de um mundo melhor. Nós simplesmente não deixamos de acreditar.
Quem constrói a nossa Aldeia
Quando eu digo “nós”, estou fazendo referência a uma rede muito bem tecida. Estou falando de mim mesma e do Mário — meu parceiro e namorado de mais de duas décadas, e pai dos nossos cinco filhos.
Estou falando também da minha irmã, Mariana, que expandiu o nosso laboratório familiar ao nos trazer um sobrinho com uma singularidade bem diferente dos nossos filhos, nos obrigando a aprender mais um tanto. Além de ser meu braço direito, ela relê cada um dos meus textos sob o olhar atento da biologia, faz as críticas necessárias e, em breve, espero que também comece a escrever por aqui.
E falo da minha mãe, a quem incentivo constantemente para que crie coragem e poste os seus belos textos sob a perspectiva sensível de avó e pedagoga. Falo, enfim, de todos aqueles que desejam se juntar a essa teia.
Eu sinto que a minha vocação é continuar acompanhando as famílias, e o meu desejo profundo é que a AOBÄ consiga tocar e transformar a realidade de muito mais pessoas. É por essa razão que eu busco interagir diariamente por aqui: para estar mais próxima de vocês, para ouvir as suas dores e compartilhar os nossos aprendizados.
Espaço da nossa Aldeia
A construção de um mundo mais livre e fraterno não acontece de forma isolada, mas sim através da união das nossas histórias e das nossas redes de apoio.
Como tem sido a construção da sua própria rede de apoio na criação dos seus filhos? Você tem pessoas ao seu lado que te ajudam a pensar, criticar e amadurecer o seu maternar, ou tem enfrentado essa jornada de forma mais solitária? Faça o seu relato, traga as suas perguntas, sugestões e contribuições nos comentários. Seguimos juntos, sempre, pelos NOSSOS filhos!


