Criação baseada nas necessidades: a parentalidade como um processo artístico
Parentalidade 7 de junho de 2019 3 min de leitura

Criação baseada nas necessidades: a parentalidade como um processo artístico

Tenho insistido muito neste tema ultimamente, porque simplesmente não consigo encontrar outro conceito que se adeque de forma tão perfeita à minha compreensão sobre a relação humana e a criação de bebês e crianças. Quase tudo o que ouço e leio por aí parece vir sempre sob a perspectiva rígida do adulto — mesmo quando a consequência final daquela ação parece ser positiva para o bebê.

Pensar e sustentar uma criação centrada nas necessidades reais da criança exige, antes de tudo, despir-se de qualquer expectativa de resultado imediato. Significa exercer a maternidade e a paternidade com presença absoluta e conexão genuína, saindo de uma vez por todas da inércia paralisante do “tem que”.

Diante disso, algumas perguntas urgentes se impõem:

Parentalidade não é um aplicativo de celular

A parentalidade consciente não é um aplicativo que a gente simplesmente baixa no celular e sai operando através de um manual de instruções. Ela é um aprender diário, vivo e extremamente dinâmico. Na criação de um filho, não existe um “certo” universal ou uma fórmula mágica. Existe, sim, aquilo que conseguiu atender às necessidades específicas daquela criança, naquele exato momento do tempo.

Amanhã o cenário muda, o desenvolvimento avança e nós teremos que permanecer criativos.

Inspiração, indagação, criação e reflexão são palavras que nos lembram, inevitavelmente, o fazer artístico. E talvez seja exatamente esse o processo e a sensibilidade que deveríamos adotar como caminho e norte para acompanhar o desenvolvimento de uma criança. Menos engenharia de controle, mais arte do encontro.

Espaço da nossa Aldeia

Romper com a ilusão de receitas prontas na educação nos obriga a olhar para os nossos filhos com curiosidade e a bancar o improviso que a vida real exige.

Como tem sido para você o exercício diário de sair do piloto automático do “tem que” para tentar enxergar o que está por trás das birras ou dos silêncios do seu filho? Você se sente confortável em criar caminhos criativos e únicos para a sua dinâmica familiar ou ainda sente o peso de precisar seguir um manual rígido sobre o que é certo? Deixe a sua caminhada nos comentários. Vamos continuar trocando e criando novos caminhos juntas na nossa aldeia!

Luciana Lima

Psicóloga • Especialista em Parentalidade

Psicóloga dedicada a ajudar famílias a construírem vínculos mais saudáveis e uma parentalidade mais consciente, acolhedora e prazerosa.