Esta é a posição que devemos oferecer para que o bebê tenha a possibilidade de explorar seu próprio movimento.
É a posição mais segura e que permite a maior quantidade de explorações sem que o bebê seja atrapalhado ou que sinta medo.
Uma simples almofada embaixo da cabeça pode atrapalhar, tanto ergonomicamente, quanto comprometer a sensação de autonomia e segurança que o bebê precisa experimentar.
Estas observações são extraídas, do maravilhosos trabalho da Dra Emmi Pikler.
Com os dias e meses que sucedem o nascimento, observamos muitas mudanças em nosso bebê. O tempo de sono, a duração das mamadas, a forma que seu olhar consegue se fixar e acompanhar objetos. Num determinado momento percebemos que ele aceita ser colocado deitado de barriga para cima para explorar seu corpo e o espaço a sua volta com alegria e satisfação. Essas qualidades são essenciais para o processo de desenvolvimento. Seus movimentos ainda nos parecerão aleatórios e não intencionais. É a partir dessa ginástica intensa que o corpo do bebê vai se preparando para a construção de posturas e adquirindo a capacidade de se colocar e se retirar delas. Cada sutil movimento é alicerce para a construção de uma posição.
As primeiras corridinhas, com as perna elevadas são preparatórias para posteriormente o bebê conseguir rodar os ombros e o quadril e se colocar de barriga para baixo. Pode ser que da primeira vez, ele também se surpreenda e ainda precise de auxílio para voltar a posição inicial. Faça isso com calma, sem pressa e não exija que o bebê fique mais tempo do que se demonstra capaz de ficar em uma postura.
Nao é necessário e nem aconselhado colocar o bebê em posições que ele não conquistou a partir de seu próprio esforço e capacidade. Não estamos oferencendo apenas a chance de desenvolver o movimento, estamos falando de aquisição de autonomia e confiança para o resto da vida.
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