Depressão pós-parto e suicídio materno: realidades silenciadas
Bem-estar 5 de maio de 2021 2 min de leitura

Depressão pós-parto e suicídio materno: realidades silenciadas

Essas facetas da maternidade não são colocadas em evidência. Não falamos que uma taxa significativa de mulheres adoece no pós parto.
Além da alta taxa de depressão, você sabia que a taxa de suicídio materno é maior que a morte por hemorragias pós parto?
O puerpério não é só um mar de felicidade e realização. As mulheres levam bastante tempo até se adaptarem e aceitarem as mudança na vida depois da maternidade, mesmo amando os filhos. Não são eles que causam o adoecimento materno, mas as condições internas e externas a que esta mulher está submetida.
A falta de rede de apoio, a expectativa que a sociedade tem de que a mulher de conta de tudo, o desgaste físico e emocional, o isolamento, a crise no relacionamento, a sensação de insegurança e fracasso. Sem falar do impacto financeiro e na carreira profissional. A cobrança de continuar sendo boa e dedicada em tudo que fazia antes.
É urgente pensarmos em estratégias efetivas para alterar essa realidade. A base da saúde mental é patrimônio construído na primeira infância, principalmente consequência da relação de vínculo do bebê com a mãe. O estado de saúde da mãe, além de trazer um sofrimento enorme em sua própria vida, gera consequências impactantes para a sociedade. Se queremos mudar o mundo precisamos cuidar de quem cuida de todo o mundo.
Hoje dia 05/05 farei uma live as 13h30 para falar sobre a prevenção ao adoecimento mental materno. Tema importante e que deve ser de interesse de todos.
Conheça a campanha #maiofurtacor
www.maiofurtacor.com.br

Luciana Lima

Psicóloga • Especialista em Parentalidade

Psicóloga dedicada a ajudar famílias a construírem vínculos mais saudáveis e uma parentalidade mais consciente, acolhedora e prazerosa.