Quando estamos com sede qualquer coisa que seja líquida e passe por nós, aceitamos como a solução para aquele mal estar, mas nem tudo que é líquido mata a sede e o que parecia a solução pode se tornar um problema.
É exatamente isso que acontece com as ofertas de métodos e cursos para garantir noites perfeitas.
Nos sentimos cansadas e as noites ainda não são previsíveis. Se o bebê não dorme como gostaríamos, temos a impressão de que estamos fazendo algo errado.
Os cursos e consultorias para bebês dorminhocos vendem às mães um ideal que não corresponde nem um pouco a realidade do desenvolvimento.
O fato do bebê demandar aleitamento e contato durante a noite não pode representar noites mal dormidas.
Existem sim, medidas que podem ser tentadas para que a noite não seja prejudicada por situações do dia, e também comportamentos que podemos ter diante do despertar para que o adormecer seja mais rápido e profundo, mas desejar não maternar a noite é aceitar apenas uma parte do presente. Aceitar apenas um fragmento daquele ser completo.
Aceitar a forma e padrão do sono do seu bebê, acolher e atender suas demandas noturnas e procurar investigar possíveis interferências que refletirão na qualidade do sono são soluções concretas para a qualidade do vínculo e o desenvolvimento saudável. Tentar mudar o que é pode trazer muito prejuízo para o desenvolvimento e para a qualidade das relações!
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