Foram anos acreditando que precisava sair de casa para me encontrar.
Isso foi bem útil no final da adolescência e certamente verdadeiro, mas quando a maternidade chegou essa crença me abateu!
Como deixar sob cuidados de estranhos aquele que dependia tanto de mim?
Quanto mais meu filho me chamava, mais raiva eu sentia, pois não me permitia liberar para fugir ao encontro do que esperava encontrar de mim.
Eu achava injusto o mundo que não me entendia e me sentia pronta para uma revolução. Queria que me pagassem por todo o investimento dedicado àquele ser.
Eu me esvaía e só encontrava conforto na ideia de poder fugir para cuidar de mim em um colo que nunca tive. Culpava a todos por não adivinharem essa fundamental necessidade.
Essa crença tornou insustentável, nossa vida familiar e doente me vi tendo que escolher.
Foi diante da perda que consegui aceitar a realidade do maternar e não me sentir mais sugada por essa relação. Foi um chamado e um acordar!
Cuidar de mim era desejável e imprescindível para a qualidade da minha relação com eles, não mais uma fuga.
A vida foi ressignificada! Deixar o autossacrifício de lado para no lugar me nutrir através das relações com meus filhos e na minha família foi encontrar a felicidade das tardes ensolaradas, com brisas suaves, piqueniques num verde gramado, dias suficientes para que valha eu viver!
Aceite a realidade do maternar! Essa é a única chave que abre a porta para a satisfação na relação. O resto são gostosuras que você pode incrementar.
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