Mãe e bebê são uma coisa só. Embora o bebê já esteja nos braços e não mais no ventre, ele continua, em essência, completamente fundido à sua mãe.
Essa conexão é tão visceral que a mãe consegue antecipar as necessidades que o bebê manifesta: ela acorda um segundo antes de ele chorar; o leite desce pouco antes de ele reclamar. Lembro perfeitamente da aflição que eu sentia se saía de carro sem os meus bebês — e pior ainda se sentisse o peito encher. Muitas coisas simples passaram a ser aventuras cheias de superação, ação e adrenalina, pois sentimos no corpo a dependência física e emocional da relação com a nossa cria.
O espelho da alma: O que o bebê sente?
Da mesma forma que a mãe sente o que o bebê sente, o inverso também acontece. Tenha ela consciência ou não, o bebê também sentirá tudo o que emana de sua alma, seja algo luminoso ou sombrio. É assim que é!
Por isso, se as coisas não vão bem com o seu bebê, a pergunta mais importante a se fazer — antes de tomar qualquer providência externa — é:
Que mensagem eu preciso entender? Isso está acontecendo para que eu veja o quê?
Se o seu bebê chora sem parar, tem cólica ou não ganha peso, isso fala de quem? Da mãe.
Não é sobre culpa, é sobre responsabilidade
É fundamental entender: seu bebê não vai bem por culpa sua, mas por consequência de algo em você que ainda precisa ser cuidado, visto e integrado.
- Culpa e preocupação não servem para nada.
- Sentir-se responsável é a atitude adulta necessária para ser transformada pela maternidade e não sofrê-la.
É essa postura que nos permite aproveitar as mensagens que nossos filhos, tão amorosamente, nos entregam através do comportamento deles.
A verdadeira liberdade na maternidade é a decisão consciente que tomamos de como queremos vivê-la. Se o puerpério está sendo desafiador demais para você, não passe por isso sozinha: procure ajuda. Aproveite essa oportunidade única de transformação que a vida está te dando.
Você já percebeu essa conexão invisível e profunda com o seu bebê? Como tem sido decifrar as mensagens que ele te envia? Deixe seu relato nos comentários e vamos conversar.


