O choro do recém-nascido: compreendendo as fontes de estresse e prevenindo traumas
Amamentação 22 de dezembro de 2020 4 min de leitura

O choro do recém-nascido: compreendendo as fontes de estresse e prevenindo traumas

No universo dos recém-nascidos, existem fundamentalmente duas grandes razões que disparam o choro: a expressão de uma necessidade biológica/afetiva imediata e a evacuação do estresse acumulado no organismo.

Como pais conscientes, o nosso objetivo principal deve ser o de limitar ao máximo as situações geradoras de estresse. Para fazer isso de forma eficaz, precisamos abandonar aquele impulso automático de apenas tentar conter, abafar ou evitar o choro a qualquer custo, focando os nossos esforços em compreender o que os sinais corporais do bebê estão tentando nos comunicar.

A melhor forma de atuar na prevenção do estresse infantil é conhecendo — e limitando — as suas cinco principais fontes nos primeiros meses de vida:

Acolher o choro decorrente dessas fontes não significa que falhamos em proteger o bebê, mas sim que estamos oferecendo o nosso próprio corpo como amortecedor para que ele processe as marcas da sua chegada ao mundo.

Espaço da nossa Aldeia

Mapear as fontes de estresse nos ajuda a tirar o choro do lugar de “inimigo” e passar a olhá-lo como um sintoma de que o ambiente ou o histórico do bebê precisam de mais contorno e colo.

Olhando para essas cinco fontes, qual delas você percebe que mais reverbera ou ativou os episódios de choro na rotina do seu bebê? O histórico do parto ou o excesso de estímulos nas visitas de parentes já chegou a disparar crises por aí?

Compartilhe a sua reflexão nos comentários. Vamos continuar transformando as nossas dores em uma rede de liberdade e acolhimento mútuo.

Luciana Lima

Psicóloga • Especialista em Parentalidade

Psicóloga dedicada a ajudar famílias a construírem vínculos mais saudáveis e uma parentalidade mais consciente, acolhedora e prazerosa.