Nos recém-nascidos existem duas razões para o choro: exprimir uma necessidade e evacuar o estresse.
Como pais, nosso objetivo deve ser o de limitar as situações de estresse evitando o impulso de conter o choro ou evitá-lo, buscando sim compreender os sinais relacionados às necessidades do recém-nascido.
Para podermos atuar na prevenção ao estresse do bebê precisamos saber quais são e limitar as principais fontes:
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1. Trauma pré-natal e do nascimento: medicação, fórceps, trabalho de parto prolongado, oxigenação insuficiente, frio, excesso de luminosidade, manipulações bruscas, anestesia, separação, são situações, na maioria das vezes inevitáveis, mas que precisamos ter consciência do seu impacto emocional sobre o bebê e suspeitar que sejam possíveis de crises de choro posteriores.
2. Necessidades não satisfeitas: ser tocado, carregado, alimentado, ninado. Quanto mais contato corporal o bebê experimenta menos necessidade de chorar. Quanto mais privado de contato e estímulos essenciais, mais estressado.
3. Excesso de estimulação: os dias que se seguem ao nascimento deveriam ter o mínimo de estímulo possível para o bebê e a maior quantidade de repouso possível para a mãe. Os dois precisam de um tempo de recuperação, que deve ser aproveitado para o estabelecimento do vínculo. Excesso de informações e estímulos tem um enorme impacto na fisiologia do bebê.
4. Frustração de aprendizagem: a intenção de adquirir uma nova competência precede sempre uma nova aquisição, o choro pode expressar a frustrações das tentativas ainda infrutíferas das novas habilidades.
5. Dor física: o choro de dor tem uma sonoridade diferente, um tempo mais prolongado e pode estar acompanhada de outros desconfortos. O choro de um machucado pode durar mais tempo que o tempo da dor física, pois causam também dor emocional como medo, aborrecimento. É normal a criança precisar de amparo mesmo depois que a dor física já tenha sido amenizada.
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