Entre a mamada, o arroto e a troca, que se estenderam noite adentro, você foi tomada da certeza que sua vida tinha lhe sido arrancada?
Você se arrependeu e desejou que ninguém mais dependesse de você.
Desejou voltar no tempo e se apropriar de novo de tudo que percebeu que perdeu? O seu próprio tempo, o silêncio, seu corpo sem marcas e serventias.
Sob a luz do luar ou aos primeiros raios do sol da manhã, suas esperanças se renovam e a certeza de que noites dormidas e um tempo seu virão num futuro ainda sem contorno ou definição.
Seu corpo porém não será mais o mesmo. Carregará para sempre as marcas e a memória de ter sido a origem de outro corpo, de outra vida.
Sua vida nunca será mais a mesma. Metamorfose. Ou met-AMOR-fose! O amor que faz você mudar de forma. Deixar de ser e tornar a ser diferente, nunca mais como a antes.
Levada para longe de seu porto seguro, sem segurança, com medos até então desconhecidos, ainda assim você consegue encontrar entre a bruma, a luz que te conduz e te orienta, segue admirada com a paisagem desconhecida, mas não sem cores, perfumes e formas ricas e belas.
Seu impulso para seguir é aceitar a transformação que te encontra, mesmo que você tente fugir, ou parar.
Você reconhece sua transformação? O que palpita no seu coração enquanto vê sua antiga forma desaparecer?
Me conta! Conta pra mim e para outras mulheres que precisam acreditar que essa angústia da transformação é a definição da sua metamorfose.
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