Movimentar o corpo é o que permite a criança adquirir novas experiências no mundo e pouco a pouco ir descobrindo a si e ao ambiente. Deitado de barriga para cima numa superfície que proporcione atrito suficiente para não atrapalhar a exploração, o bebê vai vencendo a gravidade.
Cada gesto aleatório vai adquirindo significado e importância para a fase que sucederá. Junto com essa exploração, se for bem sucedida, o bebê constrói uma estrutura emocional para o êxito e segurança. Se for mal sucedida, a consequência pode ser a dependência emocional e a sensação de inadequação.
Cada desenvolver, assim como cada desabrochar, se assemelha a uma florescência, onde cada etapa tem seu tempo e beleza próprios. Reconhecemos as peculiaridades e o que é comum a todo ser que se verticaliza. Cada conquista é uma etapa fundamental que promove consequências estruturantes.
São milhares de anos de evolução para termos desenvolvido um repertório suficiente de movimentos que nos garantem uma adaptação ao meio e que nos situam no desenvolvimento da espécie. Rolar, minhocar, rastejar, engatinhar, manter-se sobre os dois pés, são etapas fundamentais do desenvolvimento motor. São estruturas que estão relacionadas como causa e consequência da maturação cerebral e como possibilidade de um arcabouço emocional saudável e autônomo. Para que isso aconteça é apenas necessário dar-se o tempo e as condições para que aconteça.
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