O Mantra “Criança Não Namora” e o Crescimento dos Filhos
Desenvolvimento 13 de junho de 2019 2 min de leitura

O Mantra “Criança Não Namora” e o Crescimento dos Filhos

Criança não namora! Eu sempre disse isso e faz bastante tempo! Principalmente para aqueles adultos que fazem esse tipo de pergunta às crianças: “-Quantas namoradinhas vc tem na escola fulaninhO?” Essa pergunta normalmente é direcionada aos meninos e fere profundamente a sensibilidade deles, eu vejo o constrangimento!
Dizia isso para as crianças quando elas traziam alguma história de um amiguinho da escola que contava ter namorada. Criança não namora era um mantra aqui em casa! E eu vejo o conforto e segurança que essa afirmação trouxe diversas vezes. Mas recentemente tenho me confrontado com isso, claro que as crianças cresceram e a vontade de conhecer intimamente outra pessoa faz parte do desenvolvimento e mesmo com as pequenas essa forma enfática de nem dar margem para um problema me fez refletir. Comecei a me interessar pela compreensão deles sobre o que é o namoro e me surpreendi! Tem momentos que elas se sentem encantadas por certas pessoas, e o nome que tem para falar disso é namoro. E é claro que imitam os pais! Fico feliz quando ouço eles dizendo que querem casar, acho que é porque eles reconhecem como bom o modelo que presenciam em casa! Continuo achando que criança não namora, mas tenho sido menos enfática para com as crianças e muito mais com os adultos. Se estes não compreendem e não são capazes de respeitar o universo da infância eu toco pra longe mesmo! A infância tem que ser preservada e é papel dos pais como adultos garantir essa infância aos filhos! Talvez seja a única coisa realmente valiosa que podemos oferecer! #parentalidadeconsciente #maternidade #familiafeliz #aobabebe #filhosamados #apoioaopuerperio #parentallab #psicologia #educacaoparental #familialivre #maternidadeconsciente #escolhas #infancia #filhosfelizes

Luciana Lima

Psicóloga • Especialista em Parentalidade

Psicóloga dedicada a ajudar famílias a construírem vínculos mais saudáveis e uma parentalidade mais consciente, acolhedora e prazerosa.