Independente da via de parto, este evento precisa ser um momento positivo e satisfatório para você. O evento em si já é traumático e trará repercussões duradouras, não necessariamente negativas. Ele permite uma abertura, um rompimento natural com a vida e com os padrões de antes. É regido por Platão, pela morte.
É um momento potente e delicado, que antecede um período que te exigirá extremamente física e emocionalmente.
O problema é quando ele não cai bem. Por algum motivo você sofre quando lembra dele. É possível que tenha sido estressante e emocionalmente pesado, denso ou porque foi rápido demais, saiu do planejado, não foi como você imaginava ou desejava. Pode ser que tenha vivido grande susto?
O parto fica esquecido depois que o bebê nasce, os olhares estão voltados a tudo que ficou bem e a saúde do bebê. Porém, se você vivenciou uma experiência excessivamente traumática, ela pode te deixar mais vulnerável a uma doença psíquica. Se você sofreu algum tipo de violência física ou emocional mais ainda.
As demandas urgentes de necessidades do recém-nascido não te dão tempo e disponibilidade para elaborar esse evento, porém as emoções desprendidas neste evento atuam com permanência.
Um parto traumático pode sim te deixar mais vulnerável e você precisa de tempo e de alguém disponível para ouvir seu relato, sem julgamento, sem justificativas, sem relativismos.
Contar seu parto pode ser um processo potente e necessário.
Minha agenda de maio está aberta. Você encontra meu contato no link da bio, ou pode mandar um direct.
Aproveite e envie para a amiga que acabou de ter bebê, talvez você não saiba, mas ela pode estar precisando e este post pode ser sua demonstração de cuidado.
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