Diante das frustrações inevitáveis do desenvolvimento físico, psíquico e emocional, a experimentação da raiva é um fenômeno que surge inerente a este processo. Sentir raiva não causa nenhum dano ao desenvolvimento, mas ser abandonado nesses momentos provoca uma experiência muito mais intensa de desespero. A criança ainda não consegue compreender que este estado cessará, que o desconforto pedirá ao organismo para ativar recursos para se regular novamente. Se os pais julgam este sentimento, olhando apenas para o comportamento correm o risco de deixar na mão a criança que, neste momento, não estará apenas experimentando a raiva como um sentimento que a mobiliza, mas sim um desespero desproporcional.
Quando observamos o comportamento da criança com sensibilidade e sem tomá-lo como uma provocação ou manipulação, conseguimos garantir que nossa empatia não permita que uma emoção se transforme em uma experiência devastadora.
O julgamento de inapropriação do comportamento da criança a deixa abandonada, e a emoção não se torna aparente no comportamento, mas se materializa. O corpo grava a experiência mas não consegue nomeá-la, crescem pareando inconsciente e determinando nossas reações diante de pessoas e situações.
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