Que essa tristeza cause muita dor na alma de nós que assistimos episódios repetidos como esse acontecerem sem nada refletir, sem tomar para si a responsabilidade.
Histórias como essa conhecemos pelo fim, pelo desfecho que tiveram. E as tantas outras que estão acontecendo agora e que não percebemos mas que participam da nossa vida e pedem nossa atitude o tempo todo?
Onde essa história começou? Quando? Quantas violências aconteceram antes da fatalidade?
Essa violência sistêmica, nós herdamos e deixamos de legado quando não agimos com presença e consciência!
Precisamos urgentemente pactuar que a violência NUNCA pode ser justificada!
Se houver em sua argumentação qualquer tentativa de justificar um ato de violência, procure ajuda. Certamente você é vítima e se sente um sortudo sobrevivente, defende a violência para não concordar com a devastação emocional que ela causou!
Desde a faculdade essa pergunta vive em mim: Onde o mal começa? Como fazemos para que esse fim cruel não seja uma constante realidade?
Quando nasceu meu primeiro filho eu compreendi!
Ao separarmos, sem necessidade, e de forma normativa, um bebê de sua mãe, consentimos com a violência! E a partir daí a avalanche nos engole!
Atrapalhamos o vínculo primordial! Esse lugar poderoso de segurança. Onde o mal não pode atuar!
Será que uma mãe que mal teve a chance de se vincular, não foi aprovada, nem reconhecida, conseguiria lutar pela sobrevivência de um ser que lhe é alheio?
Não quero procurar culpados, nem formas de justificar o terrível fato! Tampouco amenizar as responsabilidades.
Mas enquanto não olharmos de forma coletiva e com responsabilidade para o que é sensível e importante, permaneceremos impotentes! A não violência é uma atitude! Não uma ideologia!
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