Quando as portas do mundo se fecharam repentinamente e todos fomos colocados para dentro, o impacto não foi sentido só por mim. Naquele momento, o que eu mais valorizava no meu trabalho eram as interações genuínas, o olho no olho, o encontro físico. Para mim, nada substitui a leveza e o prazer de estar junto, de compartilhar o mesmo espaço físico e de respirar o mesmo ar que pessoas que estão atravessando uma situação tão desafiadora quanto a nossa.
Por causa dessa crença, eu relutei. Me contorci, me questionei, me critiquei e confesso que me sabotei inúmeras vezes antes de aceitar a ideia de passar o meu trabalho do formato presencial para o online. Sendo muito sincera, eu jamais teria feito esse movimento se não tivesse sido forçada pelas circunstâncias globais.
O propósito maior que venceu a resistência
Porém, enquanto eu lidava com as minhas próprias resistências, a realidade batia à porta: as mães não podiam ficar abandonadas. Elas continuavam parindo, continuavam entrando no puerpério e precisavam, mais do que nunca, de suporte, escuta e encorajamento. Eu simplesmente não poderia deixá-las desamparadas justamente no momento em que o isolamento tornava tudo ainda mais agudo e doloroso.
Da mesma forma, eu questionei muito a necessidade de produzir conteúdo para o Instagram. Me sentia exposta, vulnerável e desconfortável com a dinâmica das redes sociais.
A virada de chave só aconteceu quando entendi que a internet não era sobre mim ou sobre as minhas limitações banais. Era sobre conseguir acessar e ajudar você. Percebi que a tela do celular poderia ser uma ponte para entregar o acolhimento, o colo e o olhar de alguém experiente que você tanto precisava para confiar na sua jornada e não desanimar.
O encontro que rompe as telas
Este trabalho digital acabou se tornando uma grande jornada de cura pessoal, sobre superar as minhas próprias crenças limitantes e me abrir para receber do universo a inspiração necessária para continuar guiando outras mulheres.
A tecnologia mudou o canal, mas não mudou a essência. Hoje, este espaço existe por e para você, para que saiba que não está mais sozinha nessa travessia. As distâncias geográficas caíram e, mesmo através das telas, nós conseguimos nos encontrar, nos reconhecer e nos apoiar mutuamente.
Espaço da nossa Aldeia
Você também já teve que superar um medo enorme ou romper com uma barreira que parecia impossível só para conseguir dar conta das demandas que a maternidade ou a vida te impuseram? Como foi essa virada de chave para você?
Compartilhe a sua história aqui nos comentários. Vamos continuar transformando as nossas dores em uma rede de liberdade e acolhimento mútuo.


