Eu não gostava do Papai Noel, nem do coelhinho da Páscoa. Celebrar meu aniversário não era importante. O nascimento e a morte eram apenas eventos naturais.
Eu era assim antes dos meus filhos nascerem, não reconhecia a possibilidade de dar valor a situações e eventos corriqueiros. Os dias eram iguais, os anos passavam, as pessoas atravessavam a minha vida. Era uma vida sem gosto, sem molho, sem perfumes e sem milagres.
Até que pequenos eventos foram trazendo um gosto especial, um entusiasmo, um prazer transcendente e comecei a me perguntar o que havia de diferente. Refletindo, descobri que não eram as situações em si, mas a intenção de quem oferecia, o cuidado, a devoção que nos transportavam para uma existência mais sutil e rica. Eu passei a reviver as mesmas situações com uma nova de uma nova perspectiva. Ritualizar, celebrar, são movimentos de completude, que trazem para nossa existência possibilidades e qualidades que podemos passar a ser.
Essa combinação de intenção e ação, ou de um gesto repleto de sentido nos conectam com virtudes humanas, com nobres sentimentos e trazem para vida um sentido, um propósito, um fluxo, uma conexão, uma participação coletiva, um estado de presença compartilhado. Como se entrássemos em ressonância, nos afinássemos com nossa comunidade, com nossa família, e com o universo.
Nossas decisões e percepções que nos permitem viver nesta realidade. as crianças são parceiras incondicionais nessas experiências. trazem alegria, expectativa, realização e contentamento. Vamos aproveitar essa rica possibilidade.
Te convido a falar sobre isso num encontro que teremos no sábado dia 21/11. Que oportunidade nos trazem as datas comemorativas?
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