Você passou meses lendo livros, assistindo a cursos, montando o quarto perfeito e conversando com outras mulheres. É natural que, no fundo, você espere que toda essa preparação feita durante a gravidez garanta que você está plenamente habilitada e pronta para cuidar do seu bebê assim que ele nascer.
Mas eu preciso te dar um aviso sincero agora: a sua preparação pode sim ter te trazido ótimas orientações teóricas, mas você só vai aprender a ser mãe quando estiver na lida. Na prática real do cotidiano.
Nesse processo, você vai errar. E tudo bem! Errar faz parte fundamental de qualquer aprendizado real. É assim mesmo que a nossa mente funciona. O nascimento de uma mãe é um processo contínuo de aquisição de habilidades e novas competências, e ninguém nasce sabendo. A grande virada de chave não está em ser perfeita, mas sim na escolha do que você vai fazer com os seus erros.
Os 3 caminhos diante do erro: qual é o seu?
Diante das falhas e dos desafios da rotina com um bebê, as pessoas costumam se dividir em três grupos bem distintos de comportamento:
- 1. As que se defendem (O erro como ameaça): São aquelas pessoas que acham simplesmente inaceitável errar. Elas criam uma armadura defensiva para não assumir que algo não está dando certo e, por isso, não conseguem encontrar novas alternativas. Para se protegerem, fecham-se para sugestões ou feedbacks e acabam impondo de forma rígida que todos ao redor façam as coisas exatamente do seu jeito — afinal, na cabeça delas, a sua forma é a única “certa”.
- 2. As que justificam (O erro como muleta): Esse grupo erra, mas sempre encontra uma justificativa externa para o ocorrido. O grande risco aqui é seguir inerte, estagnada e sempre acompanhada pelos mesmos problemas. Como há sempre uma desculpa pronta, quem deveria mudar é a situação, o bebê ou o mundo, e nunca a própria postura.
- 3. As que desapegam (O erro como oportunidade): São as pessoas que buscam ativamente novas alternativas para resolver seus problemas. Elas enxergam as falhas como oportunidades de ajuste e não se apegam emocionalmente às dificuldades. Erram com convicção e desapegam do julgamento. Elas aceitam, genuinamente, que estão em um processo.
A vida é um processo contínuo
Quem escolhe o terceiro caminho entende uma verdade libertadora: nós sempre estaremos em processo em alguma área da vida. Portanto, sempre estaremos aprendendo e, inevitavelmente, errando.
Romper com a neurose da mãe perfeita é o primeiro passo para construir uma relação leve e saudável com o seu filho e com você mesma. Quando você aceita que o erro é apenas um dado, um sinalizador que diz “por aqui não funcionou, vamos tentar de outro jeito”, a parentalidade deixa de ser um fardo pesado e vira um caminho de descoberta.
Para encerrar a nossa reflexão de hoje, deixo a pergunta para o seu coração: O que você tem feito com os seus erros na maternidade? Você se defende, justifica ou desapega?


