O Choro do Bebê e a Culpa Materna: Validando Emoções no Puerpério
Bem-estar 1 de fevereiro de 2021 2 min de leitura

O Choro do Bebê e a Culpa Materna: Validando Emoções no Puerpério

O bebê chora o que a mãe não chora!
Essa é uma frase que a maioria das mães já ouviu no puerpério e que pesa um tanto na mochila da culpa, que inconscientemente passamos a carregar.
Quando uma recém mãe ouve esta frase, sua reação natural é dizer a si mesma: -Eu preciso ficar bem para meu bebê estar bem!
O que é um ideal hercúleo diante da realidade da demanda emocional que uma mulher vive no puerpério.
O seu próprio choro também é uma resposta para aliviar um estado de tensão emocional e físico. Chorar não demonstra sua fragilidade e nem um estado emocional de tristeza necessariamente, tampouco deveríamos suprimir o choro para comunicar que tudo vai bem. Até porque a comunicação com o recém-nascido não se dá através da fala ou de atitudes conscientes. A verdade que o bebê percebe está num nível inconsciente, invisível e verdadeiro. Não conseguiremos enganá-lo com nossas palavras ou com um comportamento apropriado.
Ao invés de se martirizar através de uma atitude culpabilizante e exigente de estar bem e manter um ciclo vicioso de mentiras, podemos liberar nosso bebê, comunicando que suas reações de choro dizem respeito ao seu estado emocional, pois você está passando por um momento sensível, exigente, amedrontador, estressante, mas que você é a adulta capaz de lidar com isso no seu próprio tempo.
Não temos como poupar nossos filhos de nosso estado emocional, mas podemos sim livrá-los do fardo inconsciente do amor que eles sentem por nós.
O processo de acolhimento do choro do nosso bebê pode ser também um caminho para o acolhimento do nosso próprio ser que chora.

#acolhimento #vinculo #parentalidade #autoeducação #choro #cólera #empatia #parentallab #matrescencia #parentalidadeconsciente

Luciana Lima

Psicóloga • Especialista em Parentalidade

Psicóloga dedicada a ajudar famílias a construírem vínculos mais saudáveis e uma parentalidade mais consciente, acolhedora e prazerosa.