Existe um limiar importante entre a tristeza comum sentida durante o processo de travessia entre deixar de ser apenas uma mulher e tornar-se mãe, e a depressão que pode ser emocionalmente avassaladora e comprometer o vínculo com o bebê e repercutir no seu processo de amadurecimento.
A tristeza existe, ela faz parte, mesmo que ninguém tenha te contado e que seja desconfortável sua companhia. Ela surge, mas é passageira. Às vezes vem acompanhada de uma nostalgia, um luto e até raiva. Como uma névoa que paira mas ainda sim permite que a luz cheia de calor e esperança do sol sejam sentidas como uma possibilidade.
A depressão é uma noite escura, que faz você perder as esperanças e apenas desejar que tudo passe para que você não sinta mais aquela dor. Na depressão você tem dificuldade de olhar para o seu bebê e sentir entusiasmo. É uma travessia tempestuosa ou um tsunami que poderá te levar a margens que bem provavelmente você não escolheu e nesse lugar não quer dizer que as coisas serão melhores.
Se você se reconhece nesta noite escura, procure alguém que possa ser seu farol, que possa te acompanhar nessa jornada tão angustiante. Você sentirá que com um pouco de luz, conseguirá fazer pequenas escolhas que mantenham você num rumo a uma terra mais firme e com chances de prosperidade.
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